Abril no feminino
- Licinia Leitão - Coach

- 14 de mar. de 2025
- 2 min de leitura

O 25 de abril, como tudo na vida, teve consequências boas e outras que poderiam ter sido melhores. Na minha opinião o 25 de abril foi um marco muito importante para a democracia em Portugal, foi a viragem para o desenvolvimento e para a liberdade das mulheres, por tudo isso, convém lembrar e não deixar esquecer, algumas em especial, que não existiam ou eram mínimas ou eram apenas para os homens:
Liberdade de expressão
Liberdade de reunião
Liberdade sindical
Direito à saúde
Direito à educação
Direito à cultura
Direito ao trabalho
Direito à greve
Direito à reforma
Direito a férias e respetivo subsidio
Direito à habitação
Direito à justiça
Igualdade de direitos
Deixou de haver a pide e a censura
Deixou de haver presos políticos e a tortura
Terminou a guerra colonial e mortes e invalidez de homens jovens
Começou diminuir o analfabetismo (uma grande percentagem das mulheres não podia ir à escola)
Quem quer emigrar passou a poder faze-lo. Os portugueses deixaram de ter de passar a fronteira a salto, a coberto da noite e dos caminhos acidentados e perigosos.
As escolas passaram a ser mistas. Antes as crianças tinham de usar fardas e eram separadas por género.
Direito ao voto para a Mulher
As mulheres apenas tiveram direito de voto universal nas primeiras eleições pós-25 de Abril, em 1975. Até então, as mulheres só tinham acesso ao direito ao voto com o curso de liceu ou sendo «chefes de família». No entanto, mesmo que se tratasse do primeiro caso, e fossem instruídas, estas perderiam o direito ao voto de fossem casadas com um marido capaz de votar.
Liberdade para a Mulher
Ser homem ou mulher antes do 25 de Abril significava ter direitos e obrigações bem diferentes. Igualdade entre os sexos era algo impensável. As diferenças começavam nos salários e chegavam até às autorizações para casar.
Carreira da Mulher
Estima-se que antes de 1974, as mulheres ganhavam menos 40% do que os homens, no que ao salário diz respeito. Além disso, estas estavam impedidas de enveredar por determinadas carreiras.
Casamento para a Mulher
Enfermeiras, telefonistas e hospedeiras da TAP não se podiam casar, e as professoras tinham de ter uma autorização especial. Já para saírem sozinhas do país, todas as mulheres casadas precisavam da autorização do marido.
O Código Civil de 1966 determinava que os maridos tinham o direito de abrir a correspondência das mulheres.
Estes são apenas algumas, a lista de diferenças é enorme.
Em tempo de confinamento devido à pandemia covid19 podemos pensar na nossa "liberdade" e em tudo o que temos como de direitos adquiridos.
Viva o 25 de abril






















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